Capacidade de vedamento bacteriano, na interface implante/pilar em implante ágono externo e cone Morse: Pesquisa in vitro.

Aluno(a): Mário Eduardo Jaworski
Orientador(a): Prof. Dra. Ana Cláudia Moreira Melo
Área: Implantodontia
Ano: 2010

O objetivo deste estudo foi comparar, in vitro, os sistemas de implante de hexágono externo e cone morse, frente ao vedamento bacteriano entre implante e pilar, por meio de uma nova metodologia. Foram utilizadas 24 amostras igualmente divididas em dois grupos, sendo o grupo I composto por implantes hexágono externo (Neodent, Curitiba, Brasil) e o grupo II por implantes cone morse (Neodent, Curitiba, Brasil). Os implantes foram perfurados em sua porção apical com uma fresa de 1mm de diâmetro, até o encontro de sua câmara interna. Foram instalados pilares de titânio em cada grupo com torque recomendado pelo fabricante (32 e 10 N.cm, respectivamente). As peças foram anexadas a tampas de tubo de ensaio, com a porção do componente voltada para o interior do tubo. Os tubos de ensaio foram preenchidos com meio de cultura líquido (BHI), utilizando-se seringa estéril. Todos os conjuntos receberam esterilização por radiação Gama (Embrarad, Campinas, Brasil). Após a confirmação da efetividade da esterilização por meio de amostras controle, os orifícios apicais foram cuidadosamente desobstruídos e inoculados com cepas de E. coli. O controle de turvamento das amostras foi realizado diariamente, os resultados apontaram que 60% das amostras do grupo I sofreram contaminação num período de até 14 dias, e 30% para os implantes do grupo II no mesmo período. Após este período não ocorreu nenhuma contaminação em ambos os grupos. De acordo com os resultados obtidos foi concluído que a interface implante/pilar de implantes cone morse mostrou melhor vedamento bacteriano em relação ao implante hexágono externo.

Palavras-chave:: Implante dentário; Microbiologia; Contaminação.

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