Dosimetria pediátrica entra em discussão

29/09/2018

O tema “Dosimetria Pediátrica – Pesquisa e Aspectos Práticos” foi apresentado durante o 1º Congresso de Radiologia, da Faculdade Ilapeo, pela Tecnóloga em Radiologia, Ana Paula Bunick. A profissional, que também é membro do Grupo de Pesquisa em Radiações Ionizantes do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, trouxe diversos questionamentos sobre a extensão dos efeitos e riscos das doses de radiação recebidas por crianças internadas
nos hospitais.

O assunto ainda gera muitas incertezas, porque não existem estudos efetivos que apontem as consequências para esses pacientes ou seus descendentes, em função do grande número de exames com raios X aos quais eles possam ser submetidos durante um determinado período. “Sabemos que não existe uma dose ‘segura’ de exposição à radiação. Por isso a indicação é que os profissionais precisam ter consciência desses possíveis danos e buscar a otimização dos exames”, disse. Nesse sentido ela defende uma boa comunicação entre a equipe para que se adotem procedimentos com baixa radiação e menor exposição.

No Brasil não existem padrões definidos para radiação. Por isso, de acordo com Ana Paula, são seguidas normas de entidades internacionais que definem a quantidade de doses e oferecem níveis de referência. E com isso, cada unidade hospitalar segue uma orientação regional ou até mesmo local sobre o nível de doses.

ANA PAULA BUNICK
- Tecnóloga em Radiologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
- Mestre em Engenharia Biomédica pela UTFPR.
- Doutoranda em Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.
- Membro do Grupo de Pesquisa em Radiações Ionizantes - Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.