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Dissertação

Avaliação do índice de sucesso de cirurgias de levantamento de seio maxilar com diferentes materiais de enxertia e influência do osso residual: estudo retrospectivo

Aluno: Vanessa Helena Jamcoski
Orientador(a): Dra. Flávia Noemy Gasparini Kiatake Fontão
Área: Implantodontia
Ano: 2016

Resumo
A área posterior da maxila exige, na maioria das vezes, tratamento complexo devido à reabsorção óssea, necessitando técnicas de enxertia no assoalho do seio maxilar para possibilitar a reabilitação com implantes dentários. O objetivo deste estudo foi avaliar o índice de sucesso de enxertos ósseos e implantes, dos cursos do Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico (ILAPEO), considerando: (i) os diferentes substitutos ósseos puros (autógeno, xenógeno e aloplástico), (ii) a altura do remanescente ósseo e (iii) o comprometimento do tratamento quando ocorre perfuração da membrana nas cirurgias de levantamento de seio maxilar. A amostra inicial foi de 1040 registros de cirurgias de levantamento de seio maxilar e a amostra final resultou em 472 enxertos com um total de 757 implantes. Os enxertos foram acompanhados entre 3 meses a 13 anos. A taxa de sucesso dos enxertos e implantes foi de 98,3% e 97,2%, respectivamente, não havendo significância estatística no sucesso entre os diferentes substitutos ósseos (p = 0,463 e p = 0,333). Apenas 8 enxertos (1,7%) e 21 implantes (2,8%) falharam. Com relação ao remanescente ósseo houve maior sucesso tanto para enxertos (99,08%) quanto para implantes (97,92%) quando realizados em altura óssea ≥ 4 mm. A taxa de sucesso nos 49 seios em que houve perfuração da membrana foi de 97,96% para os enxertos e 96,15% para os implantes. Diante dos resultados deste estudo concluiu-se que o levantamento de seio maxilar é uma alternativa viável e previsível, independentemente da altura do remanescente ósseo e tipo de material usado. A presença da perfuração da membrana não interferiu na taxa de sucesso obtida para os enxertos e implantes.