Análise de elementos finitos em reabilitação unitária com implantes estreitos
Aluno: Wesly Mejia Manrique
Orientador(a): Prof. Dr. Luis Eduardo Marques Padovan
Área: Implantodontia
Ano: 2025
RESUMO
O êxito no tratamento de áreas edêntulas utilizando implantes dentários depende de fatores biológicos e biomecânicos, como a distribuição de tensões no tecido ósseo circundante aos implantes. Implantes de diâmetro estreito (IDE), com diâmetro inferior a 3,4 mm, emergiram como uma alternativa para situações clínicas onde as dimensões ósseas são limitadas. Contudo, esses implantes apresentam um risco aumentado de perda óssea peri-implantar em comparação com os implantes dentários tradicionais. A análise de elementos finitos (AEF) é uma ferramenta utilizada para avaliar a distribuição de tensões em estruturas complexas. Este estudo utilizou a AEF para comparar a distribuição de forças nos componentes de reabilitações unitárias na região do incisivo lateral superior, em implantes estreitos de 2,9 mm de diâmetro e implantes de 3,5mm de diâmetro. Foi utilizado um modelo tridimensional de uma maxila com ausência dos incisivos laterais, com propriedades isotrópicas, homogêneas e linearmente elásticas. No lado direito, foi simulado um implante estreito NGM (2,9 x 10 mm) com munhão reto (3,3 x 4 x 2,5 mm), e no lado esquerdo, um implante Helix GM (3,5 x 10 mm) com munhão reto (3,3 x 4 x 2,5 mm). Foram aplicadas forças de 50, 100 e 150 N, a 45 graus em relação ao longo eixo do implante, simulando a força de mordida de pacientes dentados. Os resultados mostraram que o implante NGM apresentou maiores concentrações de tensões em todas as regiões analisadas, especialmente no corpo do implante, onde foram registradas tensões de 619 MPa, 917 MPa e 1210 MPa para as respectivas intensidades de força. Em contraste, o implante GM exibiu valores menores nas mesmas condições, com 353 MPa, 517 MPa e 701 MPa. As tensões no osso foram superiores no NGM, atingindo 85 MPa sob 150 N, mas permaneceram abaixo do limite elástico do osso tipo II (170 MPa). As diferenças entre os componentes e os parafusos também evidenciaram maiores valores para o implante estreito. Podemos concluir que, embora este estudo apresente algumas limitações, os implantes estreitos demonstraram maior concentração de tensões em comparação aos implantes de 3,5 mm de diâmetro. No entanto, quando corretamente indicados, eles se mostram seguros e eficazes do ponto de vista biomecânico.