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Dissertação

Implantação e carga imediatas em áreas infectadas, com cirurgia com e sem retalho, na região estética: uma série de casos retrospectiva

Aluno: Thales de Castro Andrade Santos
Orientador(a): Profª. Drª. Tatiana Miranda Deliberador
Área: Implantodontia
Ano: 2025

RESUMO
Objetivo: Esta série de casos retrospectiva tem como objetivo comparar os resultados cirúrgicos entre
as técnicas sem retalho e com retalho aberto para a manutenção da arquitetura dos tecidos moles e duros
em implantes instalados e carregados imediatamente em locais infectados na área estética.
Materiais e métodos: Foram avaliados os prontuários médicos de 10 pacientes que procuraram
tratamento para extração dentária e correção com implante dentário em regiões estéticas, com condições
infecciosas agudas. A coleta de dados foi realizada em 2025. Os casos selecionados foram divididos em
dois grupos. O Grupo 1 consistiu em 5 pacientes tratados com instalação imediata de implante utilizando
uma técnica cirúrgica sem retalho e com carga imediata. O Grupo 2 consistiu em 5 pacientes submetidos
à instalação imediata de implante utilizando uma técnica cirúrgica com retalho aberto e carga imediata.
Enxertos ósseos e de tecido conjuntivo foram realizados em ambos os grupos, com membrana utilizada
no Grupo 2. A falha do implante, o nível ósseo marginal e o Pink Esthetic Score (PES) foram avaliados
antes do procedimento e na última consulta de acompanhamento. Foi realizada análise descritiva.
Resultados: Dez pacientes, 3 homens e 7 mulheres, com idade média de 62±10,7 anos (variação de 46
a 83), foram tratados. Maior perda de altura óssea vestibular foi mais evidente no grupo com retalho
aberto. Todos os pacientes que perderam altura óssea vestibular apresentaram ganho significativo de
altura óssea após o tratamento, mantido ao longo de vários meses. Finalmente, todos os pacientes
ganharam largura óssea. O PES melhorou em quase todos os pacientes após a instalação do implante. O
PES inicial médio no grupo sem retalho foi de 8±1,22 e, no grupo com retalho aberto, foi de 7,6±1,67.
A estética inicial foi semelhante entre os grupos. Em relação ao PES final, os grupos sem retalho e com
retalho aberto atingiram o mesmo escore médio de 9,8±0,44.
Conclusão: Após meses de acompanhamento, o ganho ósseo foi maior com a técnica de retalho aberto,
sem prejuízo dos resultados estéticos, em comparação com a técnica sem retalho. Ambas as abordagens
demonstraram estabilidade óssea e excelente estética ao longo de até 48 meses de acompanhamento.