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Monografia

Reabilitação estética em paciente com amelogênese imperfeita por meio de planejamento digital e técnica do carimbo em resina composta: relato de caso

Aluno: Clara Pentagna Costa Brant
Orientador(a): Prof. Dr. Pedro Hiromoto
Área: Dentística
Ano: 2026

RESUMO

 

A amelogênese imperfeita (AI) é um distúrbio hereditário do desenvolvimento do esmalte caracterizado por alterações estruturais que comprometem espessura, mineralização e resistência do tecido, podendo resultar em sensibilidade dentária, desgaste precoce e impacto estético significativo. Tais alterações, especialmente em pacientes jovens, influenciam diretamente a função mastigatória, a autoestima e a qualidade de vida. Diante desse cenário, abordagens restauradoras minimamente invasivas têm sido priorizadas, com ênfase em estratégias que preservem a estrutura dentária remanescente e mantenham possibilidades terapêuticas futuras. O presente trabalho relatou a reabilitação estética e funcional de paciente jovem diagnosticada com AI na forma hipoplásica, por meio de abordagem restauradora conservadora associada ao planejamento digital. O diagnóstico foi estabelecido com base em exame clínico e radiográfico, evidenciando esmalte reduzido em espessura, porém com contraste preservado entre esmalte e dentina. O planejamento incluiu escaneamento intraoral, enceramento diagnóstico digital e mock-up clínico para validação estética e funcional. A reabilitação foi realizada com restaurações diretas em resina composta pela técnica do carimbo com matriz transparente, permitindo abordagem predominantemente aditiva e reprodução anatômica previsível. Clinicamente, observou-se restabelecimento da anatomia dentária, melhora funcional, redução da sensibilidade e harmonização estética do sorriso. A avaliação da qualidade de vida por meio do questionário OHIP-14 demonstrou redução expressiva do escore após o tratamento, indicando melhora significativa na percepção de saúde bucal e no bem-estar psicossocial da paciente. Conclui-se que a reabilitação com resina composta pela técnica do carimbo, associada ao planejamento digital, constitui alternativa conservadora e eficaz no manejo da AI hipoplásica em pacientes jovens, desde que precedida de diagnóstico adequado e planejamento individualizado.